sábado, março 25, 2006


Espero que tenham gostado da primeira fase do especial Helloween - As Abóboras Saltitantes. Como a banda tem mais de 20 anos de carreira, estou tentando ser o mais sucinta possível, falando de acontecimentos marcantes e passando por toda a discografia de estúdio uma vez que muitas pessoas que frequentam este humilde blog não conhecem a banda.

Agora, saímos da turbulência do final da fase Michael Kiske e vamos direto para 1994. Depois da demissão da EMI e da saída de Kiske da banda, o impasse era evidente. Caso a banda não lançasse um bom álbum, as atividades seriam encerradas. Para substituir Ingo e Kiske, foram selecionados Uli Kusch (ex-Gamma Ray) e Andi Deris (ex-Pink Cream 69).

O disco em questão é Master of The Rings, lançado em 1995 e que surpreendeu o mercado devido à boa receptividade. O bom humor das letras e a volta do peso marcaram o começo de uma nova fase. Embora apresentasse dificuldades para cantar os sucessos de Kiske, a voz rouca de Deris foi bem recebida por grande parte dos fãs -- eu, pelo menos, gostei muito.

O Master of The Rings é um dos meus plays favoritos, com músicas muito boas como Sole Survivor, Why?, a engraçadíssima Perfect Gentleman e seu videoclip (ai, a banda de smoking cor de rosa, hahahaha), Mr. Ego (Take me Down), Still We Go, In the middle of a Heartbeat... Se você não ouviu, eu recomendo. Para marcar a nova fase, um dos clips mais legais que assisti simplesmente pelo bom humor, Where the Rain Grows.



O suicídio de Ingo pegou a banda de surpresa, e um dos melhores discos da fase Deris foi dedicado a ele. Estamos falando de The Time of The Oath, lançado em 1996 e que aborda as visões de Nostradamus sobre o futuro da humanidade. Foi o primeiro play da banda que comprei, juntando o suado dinheirinho da mesada, rs.... Lembro que tinha o EP de Anything my mama don't like, que acabei me desfazendo mais tarde.

O power metal voltou com força total, e a voz de Deris fez o contraponto ideal. Um álbum que ouvi até decorar de cabo a rabo, rs... Melhores músicas: We Burn, Wake up the Mountain, Power, Before the War, A Million to One, Kings will be Kings, If I Knew e a música título, The Time of The Oath.

Foi nesta época que a banda veio ao Brasil pela primeira vez, no Monsters of Rock -- a edição também contou com o King Diamond/Mercyful Fate, Motorhëad, Skid Row (sim!) e o tosco Iron Maiden com Blaze, entre outras bandas. Bato a cabeça na parede até hoje pq minha mãe não me deixou ir!!!!! A turnê desse disco deu origem ao disco ao vivo High Live. Marcando esse disco, o clipe de The Time of the Oath.



Logo depois, nova mudança sonora. Em 1998, o disco Better than Raw apresentou algumas alterações no instrumental e na voz de Andi Deris. Essas alterações podem ser percebidas na audição de músicas como Push, I Can, Hey Lord! (fiquei conhecida por um tempo como a Mina Hey Lord por causa de uma camiseta com a abóbora desse single, rss), e Handful of Rain, enquanto músicas como Falling Higher e Midnight Sun remetem ao The Time of the Oath. Gosto desse álbum, mas parece que faltou um tchan a mais.

Em 1999, eles encerraram contrato com a Castle ao lançarem a coletânea Metal Jukebox, exclusivamente de covers de bandas conhecidas ou mesmo inusitadas, como Abba e Faith no More. Para esta fase, o clip de I Can, embora eu prefira Hey Lord!



No ano 2000, a banda fechou contrato com a Nuclear Blast e produziu o disco mais pesado da carreira, The Dark Ride. Produzido por Roy Z (Bruce Dickinson) e Charlie Bauerfind (trocentas bandas de melódico), as letras são mais sombrias e os riffs bem mais pesados em relação aos discos anteriores. A reação foi bem dividida, tanto entre os fãs como entre a própria banda -- especialmente entre Markus Grosskopf, Andi Deris e...Michael Weikath. que não gostaram do direcionamento do álbum já que a banda é conhecida por suas letras mais alegres.

Além disso, as vendas foram as mais baixas desde o Chameleon. Não preciso dizer que isso gerou nova mudança de formação, com a saída de Roland Grapow e Uli Kusch, que posteriormente montaram o Masterplan. Em seus lugares, foram convocados Sascha Gerstner (ex-Freedom Call) e Mark Cross (ex-Metalium).

Eu vi essa turnê, em um show pra lá de entupido no Via Funchal -- se eu pego o desgraçado que surrupiou R$ 20 da mnha bolsa eu mato! O show foi bom, sim, mas admito que esperava um pouco mais. Acho que esse disco não ajudou, embora eu goste de Mr. Torture. Desta fase, If I Could Fly.



Para as gravações do disco seguinte, Rabbit Don't Come Easy, a posição de baterista sofreu uma série de mudanças. Mark Cross contraiu uma doença conhecida como mononucleose, de recuperação bastante lenta. Para não atrasar o lançamento, o baterista do Motorhëad Mikkey Dee gravou grande parte das músicas, o que conferiu ao disco bastante velocidade e peso. Como Cross não poderia voltar à ativa, o novo portador das baquetas passou a ser Stefan Schwarzmann (ex-Running Wild, Accept e U.D.O.), que se desligou da banda após o lançamento do álbum.

O disco foi lançado em 2003, e foi bastante recebido por mostrar todas as características do Helloween -- letras alegres, velocidade e peso. Eu gosto desse disco, com destaque para Just a Little Sign, Open Your Life, The Tune, Listen to the Flies, Liar e Hell was made in Heaven. A tour desse disco foi bem extensa, e bato a cabeça na parede até hoje por não ter ido -- não vi Keeper of the Seven Keys ao vivo! Ódio!!!!!!!!!!!! O clip em destaque é Just a Little Sign.



Com a saída de Schwarzmann, quem assumiu a bateria do Helloween foi Dani Löble (ex-Rawhead Rexx) passa a integrar o Helloween. Com esta formação - Andi Deris (V), Michael Weikath e Sascha Gerstner (G), Markus Grosskopf (B) e Löble -- foi lançado em setembro do ano passado o maior desafio da banda: Keeper of the Seven Keys - The Legacy. Eu lembro da polvorosa que se formou em torno do disco. Seria uma retomada do clássico supremo?????? O que eles iriam aprontar??????

O disco é duplo, e admito que é apenas mediano. Sim, existem músicas ótimas -- eu adoro King of a 1000 years, My Life for One More Day e Mrs.God, mas faltou algum temperinho. E seria bem melhor se fosse simples com as melhores do disco. Hoje acontece o show dessa tour, vamos ver quais serão os comentários logo depois. Para fechar com chave de ouro e elegância, o clipe de Mrs. God!



Críticas? Sugestões? Confete para a bloggeira? Postem, comentem!!! Eu fico feliz com cada comentário!! =D

5 Comments:

  1. Moon Goddess said...
    Mulher de deus!!! Só vc mesmo pra fazer um post desses!!!
    Faltou vc comigo no hotel!! Vou fazer um post sobre o hotel!!
    bjão
    Moon Goddess said...
    To ficando craque em html amiga!!! Fiz até um post cheio de lulu no blog...
    Tive uma ideia e me fale o que vc acha!!! Escrevi lá no post...
    Beijão
    Anônimo said...
    Caraca...maneiro.... dossie completo..me amarrei linda... muito show...

    Te amo muito meu raio de Sol... um bjão..........
    Moon Goddess said...
    Ja temos post novo Dona Maria Tati!!!
    Bjão
    Moon Goddess said...
    To com blog modelo novo!!! mto chiquetê!!
    To ansiosa pro seu post novo!!
    Bjão

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